O Corinthians estima receber R$ 276,7 milhões em 2026 com os acordos de exposição na camisa do time profissional. Do total, R$ 150 milhões virão da casa de apostas Esportes da Sorte, que ocupa a área máster, e R$ 89 milhões da fornecedora de material esportivo Nike. O clube atribui o salto na arrecadação a renegociações e à reestruturação do departamento comercial.
Os contratos mencionados pela diretoria incluem prazos longos: a Esportes da Sorte até dezembro de 2029 e a Nike até dezembro de 2035. Ainda foram confirmados acordos ou renovações com BYD, Frimesa e Ezze Seguros, todos com vigências curtas a médias que ajudam a diversificar a carteira de parceiros, na avaliação do clube.
Apesar do aumento de cerca de R$ 100 milhões na receita de uniforme em relação ao ano anterior, o balanço de 2025 mostrou déficit de R$ 143,441 milhões. O quadro será submetido à votação do Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira, deixando em pauta a eficácia das medidas adotadas para recuperar as contas além do ganho comercial.
A concentração da receita na parceria com a casa de apostas e o fato de o incremento não neutralizar o rombo fiscal expõem um problema estrutural: receita comercial robusta é essencial, mas não suficiente para equilibrar as finanças. A diretoria terá de mostrar, no balanço e nas discussões com conselheiros, planos reais de contenção de custos e sustentabilidade financeira.