O Corinthians fez uma partida de intensidade na Neo Química Arena, mas saiu derrotado por 2 a 1 para o Cruzeiro pela 23ª rodada do Brasileirão. Apesar da viagem recente a Rosario e do curto tempo de recuperação, a equipe titular de Fernando Diniz, com exceção do poupado Raniele, deixou boa impressão coletiva — o problema foi transformar chances em gols.
No primeiro tempo o time paulista controlou o ritmo e criou oportunidades claras: finalizações de Pedro Raul e Kaio César, além de um chute de Rodrigo Garro que acertou a trave. A virada do placar veio a partir de um erro no meio de campo: Matheuzinho perdeu a bola, Lucas Romero iniciou a jogada que terminou com João Costa cabeceando e, na sobra da defesa, Bruno Rodrigues empurrou para abrir o marcador.
Na etapa final o Corinthians manteve superioridade inicial e chegou ao empate aos 12 minutos. Garro cobrou falta na área, o goleiro afastou de soco e Gustavo Henrique aproveitou a sobra para um belo voleio. A partir da metade do segundo tempo, porém, as substituições e a queda de rendimento das peças alternativas mudaram o jogo. O Cruzeiro, que começou com time alternativo, lançou atletas como Gérson, Matheus Pereira e Arroyo e ganhou dinamismo.
Com ambas as defesas mais expostas, o duelo ficou aberto e terminou com o contra-ataque do Cruzeiro aos 36 minutos: após Garro cair dentro da área sem conseguir concluir, Wanderson puxou a jogada e marcou o gol da vitória. Resultado que frustra o torcedor e deixa alerta para a próxima quinta-feira, quando o Corinthians recebe o Rosario Central pela volta das oitavas da Libertadores — por ter empatado em 0 a 0, precisa vencer por qualquer placar. A leitura é clara: talento e organização não bastam se o time continuar pecando na finalização e dependendo de reservas que ainda não garantem o mesmo nível.