O Corinthians voltou a perder no Campeonato Brasileiro e voltou ao zona de rebaixamento após a derrota por 2 a 1 para o Mirassol, no estádio Maião, pela 14ª rodada. O resultado interrompe a série que vinha dando fôlego à comissão técnica: apesar de sete jogos sem perder e sem sofrer gols sob Fernando Diniz em outras competições, o rendimento no Brasileirão segue irregular. Com apenas três vitórias em 14 jogos, a campanha preocupa dirigentes e torcida.

O jogo teve momentos iniciais promissores — Jesse Lingard encontrou Yuri Alberto aos 10 minutos e a equipe criou a melhor chance da etapa inicial —, mas a partida virou a partir da penalidade marcada aos 22 minutos, quando Matheus Bidu derrubou Carlos Eduardo. Carlos Eduardo converteu o pênalti. Dez minutos depois, outra transição do Mirassol terminou com cruzamento de Carlos Eduardo e cabeçada de Edson Carioca que ampliou. A arbitragem, alvo de reclamações corintianas, foi citada em lances que precederam os gols adversários.

Fernando Diniz tentou reagir com substituições — Kaio César, Pedro Raul, Labyad, Alex Santana e Dieguinho —, e foi justamente o reserva Dieguinho quem, aos 34 minutos do segundo tempo, diminuiu em uma bonita finalização de fora da área. Ainda assim, o time não conseguiu sustentar uma pressão capaz de criar chances claras e empatar. A fragilidade na criação e a incapacidade de controlar as transições adversárias voltaram a ficar evidentes.

Além do impacto imediato na tabela, o revés complica o planejamento: o Corinthians embarca para Bogotá para enfrentar o Santa Fé pela Libertadores e, no domingo seguinte, recebe o São Paulo na Neo Química Arena — um clássico que assume caráter de teste e, possivelmente, de emergência. A sequência expõe a necessidade de ajustes táticos e de respostas rápidas, sob risco de ampliar a inquietação em torno do projeto técnico.