O Coritiba transformou o ambiente do Couto Pereira em um espaço de visibilidade para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) durante o jogo contra o Atlético-MG. Em ação pelo Abril Azul, o clube levou 22 crianças autistas para entrar em campo como mascotinhos, numa iniciativa organizada em parceria com o coletivo Autistas Alviverdes e o Instituto Adimax.
Para respeitar as necessidades sensoriais dos participantes, o clube montou uma logística específica: kits personalizados para auxiliar o bem‑estar das crianças antes da entrada, acompanhamento por familiares e, depois do protocolo, encaminhamento a um camarote exclusivo e mais silencioso. A preocupação com o ambiente e a rotina das famílias foi ponto central para que a experiência fosse positiva.
Além da participação dos mascotinhos, o Coritiba alterou elementos visuais do jogo: os jogadores usaram, no primeiro tempo, camisas com numeração colorida — símbolo internacional de conscientização sobre o autismo — e o estádio recebeu bandeirinhas e faixas temáticas. Personagens do clube também foram incorporados à ação, com identificação para deficiência oculta e símbolos da campanha.
O Instituto Adimax, referência em projetos de inclusão, atuou pelo programa Sensorial, que promove adaptação de espaços e formação para recepção de pessoas no espectro autista. O Coritiba diz ver a iniciativa como parte de uma agenda para tornar o futebol mais democrático, ampliando o diálogo sobre como arenas e eventos esportivos podem se preparar para receber torcedores neurodivergentes com dignidade.