No último lance da partida que terminou 2 a 1 para o Mirassol, o árbitro André Luiz Skettino assinalou pênalti a favor do Coritiba após um choque dentro da área aos 52 minutos do segundo tempo. A marcação chamou a atenção porque o contato ocorreu entre dois jogadores do próprio Coxa: Bruno Melo e Rodrigo Moledo.
O lance foi imediatamente enviado ao VAR, sob responsabilidade de Michel Patrick Costa Guimarães, que recomendou a revisão no monitor. Skettino olhou a imagem por poucos segundos e voltou atrás, anulando a penalidade. Em seguida, encerrou a partida no Couto Pereira, minimizando o tempo de paralisação, mas não a estranheza do episódio.
No contexto do jogo, o Coritiba havia aberto o placar com Pedro Rocha, mas cedeu a virada: Gustavo Mosquito empatou e Bruno Santos fez o gol da vitória do Mirassol. A marcação inicial do pênalti teria dado ao time paranaense uma oportunidade direta de buscar o empate nos acréscimos — oportunidade que deixou de existir com a reversão do VAR.
O caso expõe duas faces da arbitragem moderna: o erro de interpretação no calor do lance, ao confundir toque entre companheiros com falta do adversário, e a correção rápida pelo vídeo, que evitou uma decisão decisiva equivocada. Para o Coritiba, fica a frustração de perder pontos em casa; para a arbitragem, a necessidade de maior atenção em situações que decidem jogos nos minutos finais.