O que era anunciado como festa para Neymar — último jogo antes da lista de Carlo Ancelotti — virou roteiro do Coritiba. Na manhã de domingo (17), a equipe paranaense atropelou o Santos por 3 a 0 na Neo Química Arena, diante de cerca de 45 mil torcedores, e deixou o Peixe mais próximo da zona de rebaixamento, com 18 pontos. O Coxa, com 23, entra na briga pelas vagas da Libertadores.
Neymar ficou em campo por 65 minutos e teve atuação discreta: segundo o site Sofascore, sofreu quatro faltas, não acertou dribles, finalizou três vezes (uma no alvo) e produziu dois passes considerados decisivos. É a 15ª partida do atacante na temporada — são seis gols e quatro assistências —, desempenho que pouco ajuda na tentativa pública de convencer a comissão técnica à convocação.
O placar nasceu cedo. Breno Lopes abriu aos cinco minutos após passe longo de Josué e repetiu aos 19, aproveitando assistência de Pedro Rocha. Josué ainda converteu pênalti aos 38, marcado por falta de Gonzalo Escobar. No segundo tempo, o Coritiba ainda provocou a expulsão de Álvaro Barreal e administrou a vantagem até o apito final, enquanto vaias tomaram conta da torcida santista.
A partida também teve episódio incomum de organização: aos 22 minutos do segundo tempo, o quarto árbitro levantou a placa anunciando a substituição de Neymar por Robinho Júnior, embora o papel entregue ao juiz de linha indicasse a saída do lateral Escobar. Neymar entrou em campo para contestar e recebeu cartão amarelo. Fato que expôs falha de comunicação e aumentou a frustração no entorno do clube. Para o Santos, a derrota cobra reação imediata; para o Coritiba, amplia a confiança na busca por uma vaga entre os líderes.