A Costa do Marfim saiu na frente, mas viu a Alemanha impor experiência e virar o jogo nos acréscimos: 2 a 1 em Toronto, resultado que garantiu aos alemães a classificação antecipada para o mata-mata. Para o técnico Emerse Faé, a diferença esteve na capacidade do adversário de transformar oportunidades em gols e manter a calma nos momentos decisivos.
Faé evitou apontar problemas físicos como explicação para a derrota e ressaltou que a equipe lutou até o fim. Ainda assim, reconheceu que faltou frieza para converter as chances que surgiram após o empate alemão. Sem citar episódios concretos, o treinador também criticou posturas da seleção rival ao longo da partida.
A derrota amplia a exigência sobre os marfinenses: na última rodada do Grupo E, enfrentarão Curaçao na Filadélfia na quinta-feira, às 17h (de Brasília), com a necessidade de vencer para manter vivo o sonho de avançar. Curaçao, jovem e fisicamente preparado, não deve facilitar, e a margem de erro da Costa do Marfim será nula.
Do ponto de vista tático e mental, o jogo expôs a incapacidade de fechar as chances quando oportuno e a superioridade de uma Alemanha que soube aproveitar a experiência de um elenco habituado a decisões. A reação exigida por Faé passa por recuperação física e ajuste na finalização — tarefa que definirá o futuro da seleção africana no torneio.