A eliminação do River Plate para o Independiente Santa Fe, definida em uma dramática disputa de pênaltis, levou a uma decisão quase inevitável nos bastidores: segundo o jornal argentino Olé, Eduardo Coudet deve comandar o treino desta quinta-feira e, em seguida, se despedir do elenco. A derrota no Monumental acentuou um ciclo de maus resultados que vinha minando a confiança em Núñez.

O clima de insustentabilidade ficou explícito na reação dos torcedores, que protestaram nas imediações do estádio pedindo a saída do treinador e o retorno de Ramón Díaz. Ainda no Monumental, Coudet deixou o estádio sem falar com a imprensa, fora do protocolo, e teve uma reunião com dirigentes em que, conforme a imprensa local, a ruptura foi colocada como caminho provável.

Nos números recentes, o River vive um momento ruim: nas últimas 12 partidas foram apenas duas vitórias, quatro empates e seis derrotas — estatística que pesou na avaliação interna. O confronto contra o Santa Fe teve desdobramentos decisivos: empate no tempo normal, e uma cobrança final nas penalidades que terminou com o goleiro Asprilla convertendo o chute que eliminou os argentinos.

A série de falhas na disputa de pênaltis também virou símbolo da queda de rendimento: o goleiro Beltrán, que chegou a defender três cobranças, acabou isolando a sua batida; o zagueiro Martínez Quarta cometeu o pênalti durante o jogo e também desperdiçou na sequência; Borré e Facundo González foram outros jogadores do River a errar. O conjunto desses fatos deixa o clube diante da necessidade de reequilibrar o projeto técnico e disputar rapidamente alternativas para o comando.

Coudet, que assumiu o River em março e tem passagens por Internacional e Atlético-MG, vê seu trabalho encurtado por resultados e pressão popular. Daqui para frente, a diretoria terá de decidir com rapidez e critério: a escolha do substituto terá impacto direto na temporada e na relação do clube com sua torcida exigente.