Vladimír Coufal voltou a demonstrar por que os arremessos laterais são uma das principais armas da seleção da República Tcheca. Aos 13 minutos do segundo tempo, no Estádio de Guadalajara, o lateral cobrou um lançamento que encontrou Ladislav Krejčí, e o cabeceio abriu o placar contra a Coreia do Sul — um exemplo claro do uso direto do lateral como alternativa de bola parada.
O próprio perfil do jogador ajuda a explicar a eficácia: formado na República Tcheca, Coufal se notabilizou em cinco temporadas no West Ham por transformações do lançamento lateral quase em escanteios, tática reforçada na era David Moyes. Um site especializado chegou a chamá‑lo de “arma secreta” do clube, e estatísticas da temporada de 2024 colocaram-no no topo das chances criadas a partir de laterais entre as cinco principais ligas europeias.
Depois de deixar a Inglaterra, Coufal tem sido titular no TSG Hoffenheim — com 35 partidas disputadas — e vinha de uma temporada de Bundesliga em que percorreu distâncias elevadas, registrou o maior número de corridas intensas e acumulou oito assistências. No duelo com a Coreia, ainda produziu outro arremesso perigoso aos 36 minutos que quase resultou em gol, quando Hložek finalizou com força e viu o goleiro defender. Em outro lance, Pavel Šulc teve a camisa rasgada, episódio que chamou atenção no segundo tempo.
Apesar da qualidade do recurso, a eficácia coletiva é outra questão: a cobrança de Coufal produziu o primeiro gol, mas não impediu a reação adversária — Hwang In‑Beom empatou e Oh Hyeon‑Gyu virou. O episódio confirma que o arremesso lateral é uma arma valiosa e reconhecida, porém dependente de complementaridade tática; sem variações ofensivas consistentes, fica difícil convertê‑lo em vantagem definitiva no placar.