Thibaut Courtois afirmou após a derrota para a Espanha, nas quartas de final da Copa do Mundo, que queria permanecer em campo apesar das dores musculares, mas que a decisão pela substituição foi exclusivamente do técnico Rudi Garcia. O experiente goleiro deixou o jogo aos 26 minutos do segundo tempo e foi substituído por Steve Lammens.
A entrada de Lammens acabou sendo decisiva para o desfecho: aos 42 minutos do segundo tempo o arqueiro deu um rebote nos pés de Merino, que não desperdiçou. Em coletiva, Garcia justificou a troca pela condição física de Courtois, argumentando que não fazia sentido arriscar agravar uma lesão de um jogador que, por idade, precisa estar muito próximo dos 100% para suportar a intensidade do torneio.
O treinador também lembrou que, antes do jogo, perdeu o capitão Youri Tielemans por problema muscular durante o aquecimento, o que deixou a seleção em situação ainda mais desfavorável. A combinação de azar, erros pontuais e opções forçadas por lesões expôs limites da preparação física e da profundidade do elenco belga em um momento decisivo.
Além da eliminação imediata, o resultado reacende o debate sobre o futuro da chamada geração de ouro belga: a derrota abre espaço para questionamentos sobre gestão de lesões, rodagem de jovens e a necessidade de renovação. Para já, resta à Bélgica digerir a eliminação e ajustar preparação e escolhas para as próximas competições.