Thibaut Courtois, de 34 anos, admitiu em Seattle que é provável encerrar sua passagem pela seleção belga ao fim da Copa do Mundo. Em contraste com companheiros como Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku, que já declararam que seguirão após o torneio, o goleiro deixou claro que a continuidade não é a opção mais provável.

O argumento central de Courtois foi o desgaste físico. Ele citou maior incidência de pequenas lesões no último ano, problemas nos adutores e uma lesão parcial de tendão que o levaram a repensar o calendário internacional. O objetivo declarado é preservar o corpo para jogar mais temporadas pelos clubes.

No caso do Real Madrid, clube ao qual tem vínculo até junho de 2027, Courtois já colocou a prioridade em seguir defendendo o time espanhol e buscar uma renovação contratual. Na seleção, disse que também entende a necessidade de 'passar o bastão' e nomeou jovens goleiros — entre eles Senne Lammens, Mike Penders e Maarten Vandevoort — como opções naturais para a sucessão.

Se a decisão se confirmar, a aposentadoria de Courtois deverá marcar um ponto de inflexão para a chamada geração de ouro belga. Além do impacto esportivo imediato, a saída do experiente goleiro acelera um processo de renovação que a seleção terá de gerir em campo e na preparação para as próximas competições.