O primeiro jogo da NFL no Maracanã será, na prática, um teste de potência comercial e esportiva da liga no Brasil. Cowboys e Ravens se enfrentam neste domingo, às 17h25 (de Brasília), e o cardápio de estrelas — de quarterbacks a playmakers defensivos — deve atrair cerca de 70 mil torcedores preocupados em ver se a popularidade traduz-se em espetáculo e consumo.

Do lado de Baltimore, Lamar Jackson é o principal cartão de visita: dois prêmios de MVP (2019/20 e 2023/24) e a busca pelo título que ainda falta. Com nove temporadas completas, ele aparece entre os QBs mais bem pagos, com remuneração média anual equivalente a R$ 269 milhões — números que mostram quanto custa apostar em um talento que ainda precisa converter brilho individual em troféu coletivo.

Em Dallas, Dak Prescott encara a temporada sob pressão. Assinado a um contrato que hoje o coloca como o segundo QB mais bem remunerado (R$ 311 milhões/ano, em média), ele ainda tem a conta a acertar nos playoffs — são apenas duas vitórias em sete partidas disputadas na pós-temporada. No ataque, nomes como Ceedee Lamb (salário médio anual de R$ 176 milhões) e um recebedor que chegou em 2025 dão músculo ao elenco, mas também elevam a expectativa por resultados imediatos.

Na defesa dos Ravens, Kyle Hamilton aparece como peça versátil e já é um dos mais bem pagos de sua posição (R$ 129,6 milhões/ano) aos 25 anos. Entre os veteranos, corredores de destaque mantêm o debate sobre longevidade e custo/benefício. No conjunto, o NFL Rio Game funciona como termômetro: para a liga, é chance de avançar mercado; para franquias e estrelas, palco para traduzir investimentos astronômicos em desempenho e respaldo do torcedor.