Craig Gordon carrega uma carreira marcada por reviravoltas e recuperações, mas chega à Copa do Mundo sob novo suspense. Aos 43 anos, o goleiro se tornou o jogador mais velho do torneio, mas uma lesão no ombro reduziu seu ritmo: disputou apenas seis partidas na temporada e voltou a ser poupado após curto período de atividade no Hearts.
A relação próxima com o técnico Steve Clarke e o papel de protagonista nas partidas que garantiram a vaga pesam a favor de Gordon, que foi titular nos duelos decisivos das Eliminatórias. Ainda assim, a falta de ritmo e o histórico de quase duas mil dias perdidos por lesão — 1.975, segundo levantamento de sua trajetória — deixam a comissão técnica em dúvida sobre a escalação inicial.
O problema é agravado pela limitada atividade dos concorrentes: Angus Gunn e Liam Kelly também não acumulam tempo de jogo suficiente para oferecer certezas. Nesse cenário, a Escócia entra no Mundial sem garantia absoluta no gol, e a comissão técnica admite ter a opção de substituir o arqueiro caso a lesão se agrave.
Além do impacto esportivo imediato, a situação revela um dilema de gestão: priorizar a experiência e o prestígio de um veterano que ajudou a classificar a seleção ou apostar em alternativas com mais ritmo? Para a Escócia, a decisão terá efeito direto na confiança do time e na leitura tática já na estreia contra o Haiti.