Cruzeiro fez o suficiente para vencer o Boca Juniors por 1 a 0 na fase de grupos da Libertadores. O gol decisivo saiu de uma sequência que começou com Matheus Pereira, que abriu espaço raro e abriu o lance; Kaio Jorge se movimentou, recebeu e finalizou — em uma delas defendida por Brey — antes de virar garçom para Neyser, que definiu o placar.

A partida teve momentos de tensão defensiva: Zeballos levou perigo com um cruzamento venenoso que exigiu intervenção do goleiro adversário. Na frente, Kaio Jorge apareceu mais na movimentação do que na posse — recebeu poucas bolas, mas teve duas chances claras e terminou com a assistência que valeu os três pontos. Fabrício Bruno desperdiçou ao menos duas oportunidades pelo alto em cobranças de bola parada, evidenciando fragilidade no aproveitamento aéreo.

O time celeste passou por oscilações. No primeiro tempo algumas peças funcionaram abaixo do esperado, com erros no cruzamento e dificuldade para sair jogando; houve cartão e substituição ao intervalo. Na segunda etapa o Cruzeiro ajustou as ações, passou a explorar jogadas verticais e segurou mais a bola no campo de ataque, o que abriu espaços diante do Boca fechado.

O resultado dá fôlego no Grupo D, mas não dissipa problemas que podem pesar em confrontos mais exigentes: dependência de ações individuais, cruzamentos imprecisos e baixa eficiência nas bolas paradas. Se a meta é avançar na Libertadores, o time precisa transformar a superioridade territorial em finalizações melhores e aproveitar com mais precisão as chances aéreas.