A temporada 2026 começou com orçamento e elenco reforçados, mas caminha para um desfecho aquém das expectativas. Romer o público cobrou autocrítica de elenco, diretoria e comissão técnica, enquanto a cobrança sobre a gestão da SAF — chefiada por Pedro Lourenço — aumenta diante dos resultados esportivos e do custo das operações.

O clube fez investimentos elevados: a contratação de Gerson custou R$176 milhões, Chico da Costa veio por R$5,5 milhões e a cessão de João Costa gerou cerca de R$7 milhões. No total, entre valores pagos e parcelas, o gasto com aquisições nas duas janelas somou R$303 milhões. A folha também subiu por renovações como as de Kaio Jorge e Matheus Pereira, ficando em torno de R$30 milhões mensais.

Além das contratações, houve custos com a rescisão do vínculo anterior do treinador e o desembolso para contratar Artur Jorge, estimado em cerca de R$15 milhões. No campo esportivo, o Cruzeiro foi eliminado nas quartas da Copa do Brasil — o que implica perda mínima de R$9 milhões em premiações — e nas oitavas da Libertadores, deixando de receber cerca de R$20 milhões e fechando a participação com R$16,5 milhões arrecadados. A única meta cumprida foi o título do Campeonato Mineiro, sem impacto financeiro relevante.

O balanço revela um descompasso entre investimento e retorno: a queda nas copas cria um buraco nas projeções de receita e reforça a necessidade de ajuste financeiro e estratégico para garantir vaga direta na próxima Libertadores pelo Brasileiro. A diretoria terá de explicar como equacionar custos fixos mais altos e metas não alcançadas sem comprometer a sustentabilidade da SAF.