O empate por 1 a 1 nas quartas da Copa do Brasil deixou no Cruzeiro uma mistura de alívio e cobrança. Arroyo teve participação decisiva ao marcar e aparecer com mais efetividade ofensiva, mas o rendimento coletivo do setor ofensivo — especialmente o trio formado por Kaio Jorge, Wesley e companheiros mais avançados — ficou aquém do necessário para neutralizar o Atlético-MG.

A defesa teve lampejos de segurança, com alguns defensores cumprindo bem a recomposição e os duelos individuais. Ainda assim, erros de posicionamento acabaram sendo determinantes: um vacilo na marcação permitiu o espaço para Renan Lodi concluir e empatar a partida. O goleiro também viria a ser questionado por não fechar o canto no lance do gol, situação que custou caro ao time.

No segundo tempo o Cruzeiro melhorou. Gerson e Matheus Pereira cresceram: o meio encontrou passes verticais e mobilidade, e Matheus chegou a concluir de fora e a participar diretamente na jogada do gol de Arroyo. A entrada de atletas no decorrer da etapa final trouxe intensidade e permitiu mais presença no campo adversário, apesar das limitações nas finalizações.

Entre os destaques individuais, houve atuações seguras na lateral e no combate pelo meio, com atletas suportando duelos físicos e sustentando transições. Por outro lado, peças como Kaio Jorge e Wesley foram pouco efetivas na criação, falhando em aproveitar as infiltrações e as bolas paradas geradas pelo time, o que reduziu o poder ofensivo nas chances claras.

O resultado deixa o Cruzeiro em situação aberta na disputa de mata-mata: o empate preserva chances, mas expõe a necessidade de maior consistência defensiva e mais criatividade no último terço. Para avançar, a equipe precisa transformar o crescimento observado no segundo tempo em soluções desde o apito inicial.