Cruzeiro confirmou a vaga nas oitavas da Copa do Brasil em uma partida em que o controle do meio de campo foi determinante. Com a Chapecoense fechada e compacta, o time celeste encontrou em Matheus Pereira o jogador capaz de puxar a criação, organizar as transições e abrir espaços que terminaram em chances e no gol de Matheus Henrique — além do pênalti convertido por Kaio Jorge nos instantes finais, que selou a classificação.
Matheus Pereira se destacou pela leitura de jogo: recuou em momento de pressão, circulou pelo campo e assumiu a primeira função criativa quando Gerson passou a se aproximar dos zagueiros para a saída. Suas infiltrações, passes verticais e lançamentos foram responsáveis por desnivelar a marcação adversária; foi, de fato, o melhor em campo na construção de jogadas e na tentativa de desmontar o bloco defensivo da Chapecoense.
A defesa mostrou solidez e controle das principais investidas ofensivas do adversário. Fabrício Bruno apresentou segurança ao lado do parceiro de zaga, enquanto as laterais se projetaram com frequência para incomodar — um cruzamento originou o gol de Matheus Henrique. No entanto, ainda houve momentos de exposição nas saídas em velocidade, que exigiram atenção até o apito final.
No setor ofensivo, o ataque foi mais acionado do que em jogos recentes: Kaio Jorge apareceu com mais participação na criação e, ao aproveitar movimentações dentro da área, converteu a penalidade que sacramentou a vaga. Jogadores como Arroyo e Artur Jorge também colaboraram nas jogadas pelas pontas e na finalização, criando variações que acabaram sendo úteis diante de um adversário muito pragmático.