O Cruzeiro sofreu nesta segunda-feira uma derrota que expôs erros estruturais: 4 a 2 para o Bragantino, fora de casa, e queda para a 6ª posição na briga por vagas na Libertadores. Mais do que o placar, a partida deixou claro que recomposições lentas e falhas em bola parada têm custo direto na campanha.
O jogo foi frenético — 45 finalizações no total e um primeiro tempo com 20 finalizações, quatro gols e cinco chances claras em 50 minutos — e terminou decidido pela eficiência paulista nas transições e nos escanteios. Tiago Volpi apareceu com defesas importantes, mas a precisão do Bragantino nas bolas paradas fez a diferença.
O time de Vagner Mancini entrou desfalcado e com alterações na saída de bola: sem Patrick, Fabinho formou dupla com Eric Ramires; Guzmán Rodríguez e Gustavo Marqués foram mantidos na zaga e Ryan Augusto atuou pela direita. Ainda assim, a marcação em escanteios e a demora para recompor a linha defensiva facilitaram o contra‑ataque adversário e terminaram em gols evitáveis.
A derrota não é apenas um tropeço: complica a luta direta por vaga continental e aumenta a necessidade de ajustes táticos e atenção a treinos de bola parada. Se o Cruzeiro quiser transformar o bom elenco em resultados condizentes, a resposta precisa ser rápida e concreta nas próximas rodadas.