Trinta minutos bastaram para transformar um início promissor do Cruzeiro em um colapso defensivo em Bragança Paulista. O Bragantino abriu 3 a 0 em curto espaço de tempo, resultado de falhas coletivas na marcação e de saídas de bola equivocadas que deixaram a Raposa exposta nas bolas paradas e nos contra-ataques.
O primeiro gol nasceu de um escanteio bem cobrado por Wallace Yan e aproveitado por Lucas Barbosa após desorganização na área. O segundo, repetindo o roteiro, saiu de novo em cobrança do mesmo lado: William desviou de cabeça e a bola tocou em Kaio Jorge antes de entrar, registrando mais uma falha no sistema de cobertura. A sequência expôs deficiência na recomposição e no controle das jogadas aéreas.
Apesar de 25 finalizações e de sete defesas de Thiago Volpi — números que mostram ambição ofensiva — o Cruzeiro pagou caro por permitir transições. Em lance em que Volpi foi à frente, Fernando puxou o contra-ataque, Sasha finalizou e Eric Ramires aproveitou a sobra para marcar o terceiro. Zé Lucas ainda diminuiu antes do intervalo, mas os problemas defensivos permanecem: o time já sofreu 44 gols em 30 rodadas do Brasileirão.
Na segunda etapa, Artur Jorge tentou corrigir colocando Fabrício Bruno e Viña, além de mexer no desenho tático para buscar equilíbrio. O jogo seguiu aberto; um quarto gol do Bragantino foi anulado por impedimento e Matheus Henrique ainda reduziu para o Cruzeiro, mas, aos 45, Herrera fechou a conta em contra-ataque iniciado por mais um lançamento de Volpi. O resultado evidencia a oscilação que o técnico vem tentando domar.
Restam 24 pontos em disputa e a meta de entrar diretamente na fase de grupos da Libertadores. A derrota em Bragança Paulista não elimina a possibilidade, mas amplia a necessidade de ajustes imediatos: corrigir bolas paradas, recomposição defensiva e padrão de jogo. Sem consistência, o Cruzeiro tende a ver a disputa pela vaga direta virar uma briga ainda mais dura nas rodadas finais.