Cruzeiro arrancou um empate por 2 a 2 com o Goiás, no Serra Dourada, mas saiu de campo com sentimento de frustração: o gol sofrido nos minutos finais tirou a vitória que parecia encaminhada. A equipe celeste criou volume, abriu o placar e teve chances para matar a partida, mas permitiu o empate no apagar das luzes.
O técnico Artur Jorge reconheceu o desempenho coletivo e destacou o número de finalizações — 17 no total, sete no alvo — como sinal de evolução ofensiva. Ainda assim, cobrou aproveitamento maior diante das oportunidades criadas. Um dos gols saiu de bola parada com o zagueiro Jonathan Jesus, o que reforça variações do time, mas não resolve a necessidade de mais contundência na frente.
Na escalação, Gerson entrou no jogo em Goiânia apenas no banco: preservado, ele deu lugar a Lucas Silva. Artur justificou a opção pelo cuidado físico diante do calendário intenso e afirmou confiar em alternativas que mantenham o equilíbrio do time. A expectativa é de retorno de Gerson no próximo sábado, contra o Remo, pela rodada do Brasileirão, quando Matheus Pereira estará suspenso pelo terceiro cartão amarelo.
Do ponto de vista esportivo, o empate expõe um problema prático: o Cruzeiro cria, mas deixa pontos pelo caminho quando falta pontaria. Em calendário carregado, a capacidade de marcar nas chances criadas passa a ser determinante para manter ambições nas competições. A equipe volta a campo rapidamente e precisa transformar volume em eficiência para evitar perdas que cobrem preço na classificação.