O Cruzeiro conquistou um ponto valioso na Bombonera ao empatar por 1 a 1 com o Boca Juniors, em partida marcada por tensão, intervenção do VAR e mais de 50 mil torcedores. A equipe celeste atuou por quase meia hora com um jogador a menos após a expulsão de Gerson, e o resultado foi celebrado pelo técnico Artur Jorge como reflexo do caráter do grupo e da dificuldade de jogar na casa argentina.

Artur Jorge admitiu que o time começou aquém do esperado, mas ressaltou a reação na etapa final, quando o Cruzeiro mostrou mais personalidade. Segundo o treinador, a expulsão de Gerson aos 22 minutos do segundo tempo — confirmada após revisão no VAR — interrompeu o melhor momento do time e pode ter sido determinante para o placar: ele avaliou que, com os 11 em campo, a Raposa teria chances reais de vencer.

O VAR teve papel central no confronto: além do cartão vermelho que deixou o Cruzeiro com um jogador a menos, a arbitragem confirmou o gol de empate da Raposa e anulou posteriormente um segundo gol do Boca. Houve ainda uma checagem sobre um possível toque de mão de Lucas Romero dentro da área, que não foi encaminhada à revisão de campo. As decisões geraram reclamações, sobretudo por parte da torcida e da comissão técnica adversária, mas Artur Jorge considerou que a arbitragem esteve à altura do jogo.

Politicamente, o ponto em Buenos Aires tem peso prático: mantém o Cruzeiro vivo na disputa de classificação e aumenta a pressão sobre o Boca, que via a partida como oportunidade para encaminhar sua vaga. Para o time mineiro, o desempenho reforça a ideia de um elenco resiliente, mas também evidencia fragilidade inicial e dependência de momentos de maior consistência — aspectos que a comissão técnica terá de ajustar nas próximas rodadas.