Em partida de baixa produção técnica, o Cruzeiro voltou de Chapecó com um empate sem gols contra a Chapecoense pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O resultado deixa a definição da vaga para o jogo de volta, marcado para quarta-feira, às 19h, no Mineirão; novo empate levará a decisão para os pênaltis.
O técnico Artur Jorge classificou a atuação como aquém do que a equipe pode oferecer e relacionou o desempenho ao desgaste físico provocado pela sequência de jogos. Segundo o treinador, o intervalo curto entre o confronto de quinta-feira pelo Campeonato Brasileiro e a viagem até Santa Catarina contribuiu para um ritmo lento e intensidade reduzida, especialmente no primeiro tempo.
Jogadores também admitiram a necessidade de mudança para o jogo em Belo Horizonte. O volante Lucas Romero ressaltou que o time agora terá de buscar a solução em casa e reforçou a intenção de apresentar uma versão mais agressiva e articulada diante da torcida. A postura, porém, terá de ser mais incisiva se o Cruzeiro quiser evitar a loteria das cobranças de pênalti.
Além da necessidade de melhora técnica, o empate expõe o custo competitivo de calendários apertados: é no Mineirão que a equipe terá a chance de mostrar reação e justificar a ambição de avançar na Copa do Brasil. A responsabilidade cabe ao treinador e ao elenco, que terão poucos dias para ajustar a intensidade e as decisões em campo.