A zagueira Paloma Maciel deixou o centro de treinos da seleção brasileira em Itu e retornou a Belo Horizonte após sofrer ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito e lesão no menisco durante uma atividade. A jogadora, de 26 anos, deverá passar por cirurgia. A contusão ocorreu na quarta-feira, quando Paloma ainda integrava a semana de treinamentos convocada pela CBF.
Com a nova lesão, o Cruzeiro feminino passa a ter sete atletas no departamento médico por rompimento do LCA. Seis desses casos ocorreram ao longo desta temporada, entre elas as jogadoras Laura Felipe, Tainara, Gaby Soares, Millene e Ravenna. O acúmulo de lesões levanta sinais claros de alerta sobre gestão de carga, prevenção e acompanhamento técnico no clube.
A direção do clube já admite que não se trata apenas de coincidência. A gerente de Futebol Feminino apontou que o clube vem reunindo dados — GPS, controle de cargas, sono, ciclo menstrual, trabalho de força e outros indicadores — para tentar identificar padrões. Especialistas citados em estudos e iniciativas internacionais, como pesquisa financiada pela Fifa, também investigam a relação entre fatores biológicos e o risco aumentado de LCA em mulheres.
No plano esportivo, o problema tem impacto direto: o Cruzeiro ocupa a sétima colocação do Brasileiro feminino e volta a campo em 24 de julho contra o São Paulo, na Arena do Jacaré. Além do prejuízo à escalação, a sequência de lesões pressiona a profundidade do elenco, encarece a conta do departamento médico e exige respostas claras sobre prevenção para evitar novo retrocesso na temporada.