O Cruzeiro confirmou sua vaga na final da 18ª edição da Libertadores Feminina ao vencer o Olimpia por 1 a 0, em Quito. Estreante no torneio continental, o time mineiro contou com um lance decisivo aos quatro minutos do segundo tempo: Byanca Brasil cobrou falta, a bola tocou o travessão e Marília aproveitou o rebote para mandar à rede. A vitória devolve ao país mais uma decisão que pode resultar no 15º título brasileiro na competição.
O jogo, disputado no Estádio Casa Blanca, teve ainda um momento determinante a favor das brasileiras quando Pamela Villalba foi expulsa aos 27 minutos por receber o segundo cartão amarelo. Nos acréscimos, o Olimpia ainda pressionou e obrigou a goleira camila Rodrigues a fazer grande defesa para preservar o placar. Do outro lado, o Corinthians avançou ao bater o Santa Fe por 2 a 1, de virada, e reedita a final 100% brasileira pela terceira vez na história da Libertadores Feminina.
Além da taça continental, o vencedor assegura vaga na próxima edição da Copa das Campeãs, que coloca clubes sul-americanos contra os europeus, e também entra na briga por um lugar na primeira Copa do Mundo de Clubes Feminina, prevista para 2028 nos Estados Unidos — caso o Corinthians conquiste o título, uma vaga sul-americana será definida por ranking, segundo a Conmebol. Para o Cruzeiro, a decisão representa chance inédita de escrever um capítulo internacional logo em sua primeira participação.
O duelo de sábado tem carga extra de rivalidade recente: Corinthians e Cruzeiro se enfrentaram em decisões nacionais e em confrontos eliminatórios no último ano, com vantagem histórica recente para as paulistas. Para as mineiras, a final é oportunidade de revanche e de afirmar que a boa campanha no país tem reflexo também no continente; para as Brabas, a possibilidade de ampliar hegemonia. A partida será no mesmo palco, com horário a ser divulgado pela Conmebol, e deixa o torneio com a confirmação do domínio brasileiro nas edições recentes.