O Cruzeiro segue sem definição sobre duas frentes que interferem direto no planejamento do clube: a contratação de um executivo para o departamento de futebol e a possibilidade de retorno de Gabigol em 2027. Em sua primeira manifestação pública sobre o tema, o presidente da SAF, Pedro Lourenço, afirmou que há procura por um nome para o setor, mas evitou cravar prazos, ressaltando a necessidade de uma solução rápida.
O executivo mais ventilado nas conversas é Paulinho, hoje no Mirassol, ex-jogador com passagem por grandes clubes e que vem atuando como executivo desde 2026. Lourenço não confirmou o nome, mas deixou claro que a ocupação do cargo é prioridade: a indefinição sobre a liderança do futebol dificulta decisões estratégicas e contratuais para 2027, numa janela que exige planejamento antecipado.
Sobre Gabigol, emprestado ao Santos até o final do ano, o presidente lembrou que o clube só poderá negociar após o término do vínculo. O atacante tem sido destaque no Peixe, com desempenho ofensivo expressivo na temporada, e mantém diálogo com a diretoria cruzeirense. No entanto, a presença no elenco em 2027 depende de avaliações esportivas e da situação contratual ao fim do empréstimo — hoje o time já conta com Kaio Jorge e Néiser Villarreal como opções de centroavante.
A leitura mais imediata de Lourenço sobre o futuro financeiro do clube aumenta o tom de urgência: a proibição das casas de apostas a partir de outubro afeta receitas de patrocínio e obriga o Cruzeiro a replanejar. Segundo o dirigente, sem esse aporte alguns contratos tornam-se inviáveis, o que dificulta renovação de atletas e contratações. Em resumo: decisões sobre Paulinho, Gabigol e o mercado para 2027 chegam atreladas a um novo cenário orçamentário que o clube diz ainda estar avaliando.