O Cruzeiro vai à Bombonera na próxima terça-feira para a penúltima rodada da fase de grupos da Libertadores com a missão mais direta possível: vencer e garantir a classificação às oitavas. A equipe de Artur Jorge somou sete dos 12 pontos disputados e está na segunda posição do grupo D, igualada com a Universidad Católica, mas atrás no critério do confronto direto. O Boca aparece em terceiro, com seis pontos, e o Barcelona tem três.
Na prática, a conta é simples: uma vitória sobre o Boca elimina qualquer dependência de outros resultados e leva o Cruzeiro a enfrentar o Barcelona, no Mineirão, decidindo a primeira colocação do grupo na última rodada. O cenário alivia a pressão imediata sobre comissão técnica e elenco, transformando o confronto em uma oportunidade para consolidar a campanha continental.
Se empatar na Bombonera, a Raposa segue dependendo só de si na rodada final para carimbar a vaga — ou seja, a missão não se complica imediatamente. Já em caso de derrota, o clube não é eliminado nesta etapa, mas terá o caminho mais tortuoso: os argentinos chegariam a nove pontos e, dependendo do resultado entre Católica e Barcelona, o Cruzeiro pode entrar na última rodada precisando pontuar mais que os chilenos para avançar.
O jogo, portanto, vale além de três pontos: define nível de conforto para o Mineirão e expõe a equipe a diferentes graus de pressão nas vésperas da decisão. Do ponto de vista técnico e de imagem, o resultado em Buenos Aires pode influenciar a leitura sobre a campanha de Artur Jorge e a sequência do Cruzeiro na Libertadores.