Mesmo com a vitória por 2 a 1 sobre o Bahia, o tom do Cruzeiro após a partida foi de insatisfação. O diretor Bruno Spindel fez duras críticas ao que classificou como erros recorrentes e falta de critério da arbitragem, afirmando que o clube tem mantido contato com a CBF e formalizado reclamações à Conmebol em razão de lances que, segundo a direção, vêm prejudicando a equipe em competições nacionais e internacionais.
Spindel citou especificamente o lance do primeiro gol, marcado por Kauã Moraes: o assistente Bruno César assinalou impedimento, o que precisou ser revertido pelo VAR. Para o diretor, o erro do bandeira foi 'crasso' e expõe inconsistência de critérios que pode ter consequências em outras partidas, quando o árbitro de campo não tiver a possibilidade de correção. O dirigente também criticou o cartão amarelo aplicado a Otávio por retardar o reinício do jogo, comparando a aplicação a outras situações em que a chamada 'benevolência' costuma prevalecer.
A declaração mais preocupante de Spindel se referiu ao estado de Matheus Henrique. O meia foi atingido no peito por uma cotovelada de Everaldo, foi substituído no intervalo e, no vestiário, chegou a 'desfalecer', nas palavras do diretor. O clube encaminhou o jogador ao hospital, onde foram realizados exames; o Cruzeiro informou que não houve lesão grave e que o atleta foi liberado após avaliação médica.
No balanço, o clube disse que seguirá adotando medidas formais para defender seus interesses e cobrar critérios mais claros na arbitragem. A reclamação pública aumenta a pressão sobre os órgãos de apito e sinaliza que o Cruzeiro pretende transformar insatisfações recorrentes em ações administrativas, com potencial para ampliar o debate sobre critério e uniformidade na interpretação de lances-chave do Campeonato Brasileiro e da Libertadores.