O Cruzeiro saiu do Chile com um empate que virou tarefa de contenção depois da expulsão de Keny Arroyo aos dois minutos do segundo tempo. O cartão direto alterou o plano de jogo e obrigou a equipe mineira a administrar o resultado com um jogador a menos durante toda a etapa final.

O técnico Artur Jorge não escondeu a insatisfação com o critério aplicado pelo trio de arbitragem e com a decisão de não levar o lance ao monitor do VAR. Embora reconheça a falta, ele classificou o vermelho como excessivo e levantou a preocupação sobre a falta de uniformidade nas intervenções em jogos da Libertadores.

Em campo, a Raposa se recompôs com postura defensiva e teve em Otávio um elemento importante para organizar a transição e aliviar a pressão chilena. A equipe conseguiu segurar o empate, um ponto que faz diferença no grupo: o Cruzeiro chegou a sete pontos e passou o Boca Juniors, mantendo-se empatado com a Universidad Católica, mas atrás no critério de confronto direto.

Além do custo imediato para o desempenho no jogo, a expulsão e a ausência de revisão pelo VAR colocam nova questão sobre consistência da arbitragem no torneio. A sequência do grupo ganha peso: na próxima rodada o Cruzeiro visita o Boca na Bombonera, confronto que exigirá resposta tática e controle emocional diante de mais enjeitos.