Em Salvador, o Cruzeiro encontrou na própria base a resposta que precisava: venceu o Bahia por 2 a 1 com gols de Kauã Moraes e Kaique Kenji, dois jogadores de 19 e 20 anos que comprovaram capacidade de decisão quando o elenco principal vinha sendo preservado. A vitória tem efeito imediato na tabela, mas sobretudo sinaliza a estratégia do clube diante de um elenco curto: apostar na juventude para manter competitividade.

O jogo foi marcado pelo domínio celeste em termos de posse e volume ofensivo — só no primeiro tempo o time registrou 12 finalizações —, mas também por falhas individuais que custaram caro. Em um deslize defensivo Kauã Moraes perdeu a marcação sobre Pulga; Fabrício Bruno errou o tempo do carrinho e cometeu pênalti, convertido por Juba. Mesmo com superioridade territorial, o Cruzeiro precisou correr atrás do placar.

O empate saiu de uma trama que valorizou a movimentação jovem: Matheus Pereira recuperou a bola, Gerson acionou Villarreal e a jogada terminou com Kauã Moraes improvisado na lateral esquerda batendo com precisão. No segundo tempo, Neyser e Kaique Kenji ganharam espaço; Matheus Henrique entrou, mas acabou substituído após um choque com Everaldo e foi levado ao hospital por precaução, informação que reforça a necessidade de cuidado com o desgaste do elenco.

Aos 40 minutos, Romero encontrou Kaique Kenji pela direita; o atacante cortou para a perna esquerda e concluiu com qualidade para definir o resultado. Otávio, que fez quatro defesas relevantes, segue consolidando a titularidade e garantindo segurança atrás de um ataque que produz, mas nem sempre decide cedo. O recado é duplo: a base oferece soluções e moral; porém, a sequência de jogos e lesões mostra que o clube precisa ampliar o elenco para não depender exclusivamente de recursos caseiros.