Abatido, Cuca assumiu a responsabilidade pela derrota do Santos por 3 a 0 diante do Palmeiras, no Nubank Parque. O treinador classificou o resultado como injustificável diante da história do clube e disse carregar a maior parte da culpa pela postura e decisões tomadas para o clássico.

O técnico criticou a falta de 'alma' em um jogo decisivo e apontou que o time não soube reagir após o primeiro gol, quando a leitura tática deixou de funcionar. A opção por três volantes e a manutenção de Gabigol no banco não surtiram efeito, e o Santos passou a ceder muitos contra-ataques que abriram espaço para a ampliação do placar.

Cuca justificou a ausência de Neymar por controle de carga e pelo desconforto do camisa 10 em gramado sintético; ele também afirmou que o jogador foi relacionado e que, por vontade própria, teria ido a campo. A explicação, porém, não afasta a crítica sobre a montagem do time e a falta de alternativas ofensivas durante a partida.

O técnico admitiu que o segundo gol foi um ponto de ruptura e reconheceu que o elenco não representou adequadamente o clube nem a torcida. Internamente a cobrança já surge — há sinais de desgaste na estratégia e na confiança coletiva, que precisarão ser revertidos antes da partida de volta na Vila Belmiro.

Com o placar desfavorável, resta ao Santos recuperar espírito e consistência tática em curto prazo. Cuca e comissão técnica terão de ajustar escolhas e comportamento para evitar eliminação precoce e reduzir o custo político interno que uma derrota desse tamanho provoca.