O técnico Cuca assumiu tom crítico ao comentar a briga entre Neymar e Robinho Jr registrada durante o treinamento de domingo, dois dias antes do empate por 1 a 1 com o Deportivo Recoleta pela Copa Sul-Americana. O episódio, revelado em primeira mão pelo ge, escalou na segunda-feira com uma notificação extrajudicial de Robinho Jr contra o clube, na qual o jogador acusa o companheiro de agressão.

Sem apontar um 'culpado' claro, Cuca afirmou que, diante da altercação, o principal prejudicado é o próprio Santos: a imagem do clube fica vinculada a fatos negativos e a rotina interna vira foco de notícia em vez de futebol. O treinador ressaltou a relação próxima entre os atletas — descrita por quem os convive como padrinho e apadrinhado — e lamentou o desgaste público provocado pela disputa.

Além da reprovação ao incidente, Cuca fez uma cobrança direta a Gabigol. O atacante deixou o banco de reservas ao ser substituído e não permaneceu junto aos colegas, atitude que o treinador considera incompatível com postura de grupo. Cuca disse que vai questionar o jogador e que haverá cobrança interna pelo episódio, reiterando a necessidade de disciplina.

Do ponto de vista institucional, o caso soma pressão sobre diretoria e comissão técnica: além do custo reputacional, a dispersão do ambiente cria risco de queda de foco em competições. Analistas e torcedores já passam a exigir explicações e medidas que contenham o impacto e evitem repetição de episódios que comprometam desempenho e imagem do clube.

No curto prazo, o Santos terá de administrar duas frentes: a via jurídica, representada pela notificação de Robinho Jr, e o trabalho cotidiano do vestiário, para recuperar coesão antes dos próximos compromissos na Sul-Americana e no calendário nacional. A resolução do caso será observada como termômetro da capacidade do clube de retomar controle e preservar a temporada.