Cuca saiu satisfeito com o empate sem gols na Vila Belmiro e sublinhou que o Santos foi superior ao Palmeiras na maior parte do clássico. O técnico destacou a criação de chances e o controle do jogo, mas admitiu que os minutos finais poderiam ter resultado em derrota diante das oportunidades do rival e de algumas defesas decisivas do goleiro adversário.

O treinador citou desgaste físico e um campo desgastado como fatores que prejudicaram o rendimento da equipe, além de reconhecer que substituições não tiveram o efeito esperado. Do ponto de vista prático, o empate cobra atenção: faltam cinco rodadas e pontos perdidos em casa contra rivais da parte de cima complicam a conta da equipe na reta final do Brasileirão.

Sobre o episódio com Gabigol, Cuca relativizou o confronto: pediu que o atacante fizesse o pivô, houve gestos na jogada, e ambos voltaram a campo abraçados no segundo tempo. O treinador tratou o caso como rotina dentro da intensidade de um clássico, ressaltando respeito mútuo e a busca pelo melhor rendimento individual e coletivo.

Questionado sobre permanência para a próxima temporada, Cuca preferiu não projetar o futuro. Ele disse estar focado em cumprir o contrato até o fim do ano e lembrou que o clube terá eleição em dezembro. Esse cenário traz incerteza sobre continuidade e planejamento, um ponto a considerar para a montagem do elenco e para a estratégia administrativa do Santos.

Cuca também apontou nomes que têm se destacado: elogiou a competitividade de Coutinho e o amadurecimento de Gustavinho, além de ressaltar a consistência da equipe desde antes da pausa. Ainda assim, o recado ficou claro: futebol bem jogado não pode se perder por falhas de finalização nem por desgaste físico nos jogos decisivos.