Depois da derrota para o Athletico-PR, Cuca fez um desabafo público sobre a situação do Santos: cobrou que o clube resolva o transfer ban imposto pela Fifa para poder contratar e reforçar um elenco que tem mostrado sinais de desgaste. Com 22 pontos, o time entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão e vive um calendário espremido, entre campeonato nacional, Copa do Brasil e Sul-Americana.
A punição da Fifa decorre de uma dívida próxima de R$ 12 milhões com o Monaco pela negociação de Jean Lucas em 2023 — um entrave que, na prática, limita opções do departamento de futebol. A direção, por ora, não tem previsão pública para a liberação do registro de novos atletas. A prioridade formal no clube é acertar o pagamento dos direitos de imagem atrasados aos jogadores.
Cuca deixou claro que a falta de contratações na janela, combinada com perdas de jogadores e um grupo enxuto, força soluções internas e aumenta o risco de queda de rendimento. O treinador pediu ‘dois ou três’ nomes que possam dar corpo ao elenco e admitiu que, em determinado momento, terá de escolher prioridades entre as competições para preservar o plantel.
O calendário aperta: na quinta-feira o Santos enfrenta o Macará, do Equador, pela Sul-Americana, e no domingo encara o Vasco pelo Brasileirão. Em meio à sequência, a torcida já demonstra insatisfação e houve protestos contra a presidência — um sinal político de desgaste que acrescenta pressão sobre a diretoria para agir rapidamente.
Do ponto de vista prático, o clube tem até 11 de setembro para operar na janela de transferências. Se a punição da Fifa não for revertida, a direção terá de optar entre resistir em todas as frentes com um elenco limitado — com risco real de perda de fôlego — ou priorizar competições, decisão que terá custo esportivo e político evidente.