O Santos sofreu nova derrota na Vila Belmiro e entrou na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro após perder por 2 a 0 para o Athletico-PR. Em entrevista coletiva, o técnico Cuca declarou estar abatido, mas descartou a possibilidade de deixar o cargo neste momento, defendendo que uma troca no comando não resolveria os problemas estruturais que o clube enfrenta.
O treinador apontou a sobrecarga causada pelas três competições em disputa — Brasileiro, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil — e ressaltou a ausência de titulares como fator determinante para o rendimento. Cuca pediu equilíbrio e pediu compreensão pela oscilação de desempenho, ao mesmo tempo em que cobrou personalidade dos jogadores para reagir. O Santos tem compromisso pela Sul-Americana contra o Macará, quinta-feira, e volta ao Campeonato Brasileiro contra o Vasco, no domingo, em São Januário.
Na tabela, o Peixe soma 22 pontos em 21 rodadas e caiu para a 17ª posição; o Internacional passou a equipe ao chegar a 23 pontos. Além do impacto esportivo, a situação acende um sinal de alerta para a diretoria: a manutenção do técnico protege a estabilidade imediata, mas não elimina a necessidade de reforços, recuperação de lesionados e ajuste tático diante de um calendário exigente.
A afirmativa de Cuca de que sua saída “não seria boa para ninguém” soa ao mesmo tempo como defesa pública e tentativa de preservar um mínimo de estabilidade. Resta ao treinador transformar discurso em resultados e à diretoria apresentar respostas práticas — caso contrário, a permanência pode ser curta se a sequência não apontar recuperação.