Marc Cucurella chamou atenção nas redes sociais ao repetir um ritual que atravessa gerações da seleção espanhola. Poucos instantes antes do apito inicial da final da Copa do Mundo de 2026, o lateral retirou uma moeda da meia, abaixou-se e a enterrou discretamente na lateral do gramado — cena que só veio a público após a vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina.
O gesto não foi casual: Joan Capdevila, titular na campanha que levou a Espanha ao título em 2010, revelou ter pedido ao jogador que reproduzisse a superstição. Em postagem nas redes, o ex-lateral explicou ter realizado o mesmo ritual na final de 2010 e congratulou Cucurella pela conquista.
A origem do costume remonta ao primeiro título mundial espanhol, em 2010, quando Capdevila enterrou uma moeda no Soccer City antes da vitória sobre a Holanda. A reprise do gesto em 2026 ganhou espaço na imprensa local — o jornal Marca chegou a dizer que a tradição “funcionou novamente” — e há quem brinque sobre repeti-la em edições futuras do torneio.
Do ponto de vista esportivo, a ação tem valor simbólico: rituais ajudam a criar narrativa coletiva e aliviar a tensão pré-jogo, sobretudo em decisões de alto impacto. Não há, porém, relação causal entre superstição e resultado; o que fica é a imagem de continuidade histórica na posição de lateral-esquerdo e mais um capítulo na mitologia das copas.