O atacante argentino foi o epicentro de um capítulo de mercado na última semana: o CSKA, da Rússia, apresentou oferta na casa de 10 milhões de euros — cerca de R$ 59 milhões — mais variáveis. O Atlético decidiu manter o jogador, por considerar sua participação essencial para a sequência da temporada. Segundo o próprio atleta, a proposta mexeu com ele, principalmente pela perspectiva financeira para a família, mas, ao saber que a negociação não avançaria, o atacante voltou a concentrar-se no clube, onde tem contrato até 2028.

Titular na partida em que o Galo venceu o Fluminense por 3 a 1 na Arena MRV, Cuello deixou sua marca em jogada individual que resultou no segundo gol. Minutos depois, porém, foi substituído após sentir um incômodo no joelho. A avaliação inicial do jogador foi de que se tratou de uma pancada, algo a ser tratado com cautela para não comprometer partidas importantes vindouras.

O técnico Eduardo Domínguez corroborou a versão de que se trata de um impacto e afirmou que a comissão vai acompanhar a evolução do atleta nos próximos dias antes de definir a participação no jogo seguinte. Domínguez ainda ressaltou o papel ofensivo de Cuello dentro do elenco e a necessidade de preservar o jogador quando houver risco de agravar a lesão.

A recuperação do atacante ganha peso imediato: o Atlético recebe o Santos na quarta-feira, às 19h, pela volta das quartas de final da Sul-Americana. Após perder a ida por 2 a 0, o Galo precisa vencer por dois gols de diferença para levar a decisão aos pênaltis. A recusa à oferta russa sinaliza que o clube prioriza objetivos esportivos no curto prazo, mas o episódio também evidencia o interesse externo e a pressão que permeia a janela de transferências — circunstâncias que o departamento médico e a comissão técnica vão precisar gerenciar com rapidez.