O atacante Matías Cuello chamou atenção fora de campo ao adquirir e vestir nos treinos uma camisa histórica do Atlético-MG: a camisa usada na campanha da Libertadores de 2013, temporada marcada pelo protagonismo de Ronaldinho. Segundo o jogador, a peça foi encontrada em um site especializado em camisas antigas e foi usada pela primeira vez durante a pausa da Data Fifa.
A compra reforça um hábito do jogador: colecionar mantos antigos. Cuello disse que cogitou guardar a camisa como relíquia por ser rara e visualmente distinta. O episódio recupera também imagens de encontros recentes entre o atacante e Ronaldinho; em 2023, ainda defendendo o Athletico-PR, Cuello posou ao lado do ídolo em Belo Horizonte, quando o ex-jogador estava na cidade para gravações com outros ídolos do clube.
Além do valor afetivo, o gesto tem desdobramentos práticos: aproximar um estrangeiro do acervo simbólico do clube ajuda a construir identificação com a torcida e amplia a narrativa em torno do jogador. Num momento de boa sequência ofensiva, vestir uma camisa tão ligada à memória da torcida reforça a imagem de compromisso com a identidade do Galo — sem, contudo, garantir desempenho em campo.
No aspecto esportivo, a camisa surge num período em que Cuello é, ao lado de Reinier, o artilheiro do Atlético na temporada, com nove gols. A expectativa da diretoria e da massa é que o argentino traduza essa conexão simbólica em gols também na Copa Sul-Americana, competição em que o time busca reação e rendimento consistente.