O empate por 1 a 1 com o Novorizontino deixou o Cuiabá em uma posição clara de cobrança: restam dez rodadas e, segundo o técnico Eduardo Barros, a referência histórica para integrar o G-6 nas últimas seis edições é de cerca de 60 pontos. Com 40 já somados, a conta é simples — cerca de 20 pontos nos 30 disponíveis, um aproveitamento de 66,7%.

Esse índice supera o rendimento do time no segundo turno (59,26%), ainda que o time tenha apresentado recuperação recente: quatro vitórias, quatro empates e uma derrota nas nove partidas desta fase. A solidez defensiva aparece como argumento do treinador: o Cuiabá sofreu 22 gols em 28 rodadas e tem a segunda melhor defesa da Série B, atrás apenas da Juventude.

O calendário, porém, não facilita. Entre os dez adversários que restam estão quatro equipes entre os sete primeiros — CRB, Vila Nova, Juventude e Atlético-GO — e clássicos pontos corridos contra times em diferentes situações na tabela. A sequência é dividida igualmente entre casa e fora; o próximo duelo é na segunda-feira, contra o Náutico, na Arena Pantanal (29ª rodada).

Barros evita fórmulas prontas e diz que cada jogo exigirá preparação específica; o retorno previsto de Calebe é notícia positiva para ajustes. Resta ao Cuiabá transformar a referência estatística em resultado prático: se não cumprir a projeção, o time tende a ficar fora do pelotão de acesso, elevando pressão sobre elenco e comissão técnica nas últimas rodadas.