A FIFA impôs um transfer ban ao Cuiabá em razão de uma dívida trabalhista de aproximadamente R$ 4 milhões com o técnico Petit, que comandou a equipe em 2024. A entidade condicionou a retirada da sanção à quitação do débito; o clube terá 60 dias para regularizar a situação e, enquanto a punição vigorar, não poderá registrar novos jogadores.
O presidente Cristiano Dresch confirmou a penalidade e atribuiu a falta de recursos a valores que o clube ainda não recebeu de outras equipes, citando Corinthians, Santos, Grêmio e Atlético-MG. A direção destaca que o clube tem cerca de R$ 42 milhões a receber e afirma que repasses em atraso complicaram o pagamento da obrigação com o treinador.
Petit esteve à frente do time entre maio e dezembro de 2024 e deixou o cargo por motivos apontados à época como pessoais, três dias após a derrota por 5 a 0 para o Palmeiras. O montante em disputa agora motivou a sanção internacional, que reaponta para falhas na gestão de passivos trabalhistas e na proteção contratual do clube.
Além do efeito prático — a impossibilidade imediata de inscrever reforços — a punição traz consequências diretas ao planejamento esportivo. O bloqueio pode reduzir a capacidade de intervenção da diretoria no mercado, aumentar a pressão sobre as finanças e provocar desgaste institucional, obrigando a busca por alternativas rápidas para evitar perda de competitividade.