Durante a partida de Curaçao contra o Equador, realizada em Kansas City pelo Grupo E da Copa do Mundo, jogadores da seleção caribenha utilizaram coletes de resfriamento na pausa obrigatória para hidratação. O equipamento foi colocado logo após a interrupção do jogo no primeiro tempo e permaneceu ativo durante os três minutos previstos pelo protocolo.

O objetivo dos coletes é reduzir a temperatura corporal enquanto os atletas descansam e se reidratam. A medida não é inédita no torneio: a Noruega já recorreu ao mesmo recurso na estreia diante do Iraque. Em campo, a adoção dos coletes aparece como resposta prática às preocupações com o calor e com a recuperação imediata entre esforços intensos.

Pelo regulamento da Fifa, todas as partidas têm pausas de três minutos para reidratação na metade de cada tempo, independentemente das condições climáticas. A presença de equipamentos como os coletes acentua um aspecto logístico da competição: além da estratégia tática, as delegações têm de gerir fatores físicos e médicos diante de calendários apertados e viagens longas.

Para as seleções menores, o uso de tecnologia simples e de baixo risco pode fazer diferença no rendimento e na prevenção de problemas relacionados ao calor. Não se trata de inovação exclusiva, mas de prática cada vez mais comum em ambientes de alto esforço, que deverá ser monitorada por equipes médicas e comissão técnica ao longo do torneio.