O empate por 1 a 1 entre Canadá e Bósnia deu ao país seu primeiro ponto na história das Copas — e teve como protagonista Cyle Larin. O atacante saiu do banco aos 30 minutos do segundo tempo e balançou a rede três minutos depois, em finalização da entrada da área que definiu o placar.

A história entre Larin e o futebol brasileiro, porém, não é inédita. Em 2015, com 20 anos, ele havia decidido um amistoso do Orlando City contra a Ponte Preta nos Estados Unidos: sofreu pênalti no fim e converteu a cobrança que fechou a vitória por 3 a 2. Naquela ocasião, a Ponte Preta era dirigida por Guto Ferreira e tinha no elenco nomes como Renato Cajá, Fernando Bob, Rildo e Borges; o gol de Larin veio em lance com participação do zagueiro Pablo.

A marca desta sexta-feira também tem peso estatístico: Larin é apenas o segundo jogador canadense a anotar em Mundiais, ao lado de Alphonso Davies, e interrompeu uma sequência de tropeços do país em Copas. O atacante tem trajetória na Europa por clubes como Besiktas, Club Brugge, Valladolid, Mallorca e Feyenoord, chegando ao Southampton na temporada 2025/2026.

Além do valor simbólico, o ponto conquistado dá ao Canadá fôlego no Grupo B: a equipe volta a campo quinta-feira, contra o Catar, às 19h (de Brasília). Para Larin, a atuação reforça utilidade como opção de banco e coloca pressão sobre a concorrência por um lugar entre os titulares.