Tudo do Botafogo passa por Danilo em 2026. No triunfo por 4 a 1 sobre a Chapecoense, o camisa 8 não marcou, mas deu a assistência para Matheus Martins — a terceira assistência do ano — e alcançou seu 20º jogo na temporada. É o artilheiro do clube e, na prática, o principal articulador do time sob o comando de Franclim Carvalho.

A vitória evidenciou também a leitura tática do treinador: Medina assumiu a função de primeiro volante em momentos de construção, permitindo que Danilo jogasse mais à frente e produzisse. A fórmula funciona ofensivamente, mas reforça a dependência do time no talento do camisa 8, com poucos sinais de alternativas claras quando ele não rende ou sai de jogo.

O desempenho de Danilo extrapola o clube: a boa fase levou o meia ao radar da seleção brasileira — convocações para amistosos contra França e Croácia e um gol marcado estão no histórico recente — e o colocam na mira da Copa do Mundo. No entanto, o Botafogo vive extremos no Brasileiro: ataque entre os melhores e defesa entre as mais vazadas. A combinação cria um cenário promissor, porém instável.

O calendário não dá folga: o time volta a encarar a Chapecoense pela Copa do Brasil na terça-feira, às 17h (de Brasília), no Nilton Santos. O desafio é duplo: preservar o rendimento de Danilo enquanto se corrige a fragilidade defensiva. Se a equipe quer transformar brilho ofensivo em projeto vencedor, precisa reduzir a conta que hoje pesa sobre os ombros do seu principal jogador.