Na véspera da decisão do Mundial, o técnico da Espanha, Luís de La Fuente, informou que não pretende adotar marcação individual sobre Lionel Messi. Em coletiva nesta sexta-feira, ele relembrou uma experiência antiga, quando, ao trabalhar nas categorias de base, tentou acompanhar o craque argentino de perto — mudança que acabou mal após um cartão e substituição, seguida de quatro gols sofridos. A lição, segundo o treinador, foi suficiente para privilegiar uma abordagem coletiva.
De La Fuente não deixou de elogiar Messi: afirmou admirar a campanha do argentino, citando a longevidade e a capacidade de rendimento em alto nível. No torneio, Messi tornou-se, segundo os números apresentados pela comissão técnica espanhola, o maior artilheiro da história dos Mundiais, com 21 gols, e luta pela artilharia da edição com Kylian Mbappé — ambos com oito gols no campeonato até o momento.
A opção por evitar a marcação individual aponta para uma Espanha que aposta na organização zonal e na cobertura por setores, em vez de sacrificar um jogador fixo para seguir Messi. Essa escolha reduz o risco de perdas de referência na defesa, mas exige coordenação rigorosa nas trocas e atenção aos segundos lances. Do lado ofensivo, De La Fuente também deu tranquilidade ao torcedor: Lamine Yamal, que sofreu uma pancada, está 100% e será opção para a final.
No plano prático, a decisão do técnico espanhol molda o roteiro táctico da partida: a Argentina mantém um ponto de referência claro em Messi, e a Espanha terá de neutralizá-lo por meio de compactação, pressão coletiva e controle dos espaços. A alternativa escolhida por De La Fuente amplia o valor do equilíbrio entre setores e coloca a manutenção da organização defensiva como fator possivelmente decisivo para o desfecho deste domingo.