Luis de la Fuente procurou tirar qualquer peso extra sobre a Espanha ao reagir ao comentário de Didier Deschamps, que apontou os espanhóis como favoritos para a semifinal em Dallas. O treinador minimizou o rótulo e afirmou que declarações externas pouco alteram a preparação da equipe.

Os números, porém, jogam a favor da Espanha: sete vitórias nos últimos dez duelos contra a França e triunfos nas últimas duas semifinais em que se encontraram — um 5 a 4 na Liga das Nações e o 2 a 1 na Euro. Ainda assim, De la Fuente avisou que cada confronto é distinto e que resultados passados não decidem a partida de terça-feira.

O técnico reiterou que a pressão é sobretudo interna — responsabilidade para com a seleção e o país — e não uma novidade a ser amplificada por rótulos. Ele destacou o ambiente tenso, mas buscou transferir a cobrança para uma postura de controle emocional e foco tático.

Na análise do adversário, De la Fuente avaliou que a França chega ao Mundial em evolução e mais perigosa, sobretudo nos contra-ataques. A Espanha também melhorou aspectos desde 2022, mas o treinador apontou episódios recentes — em especial os últimos 15 minutos de jogos passados — que precisam ser corrigidos para evitar surpresas.

Perguntado sobre Lamine Yamal, aniversariante nesta segunda, o comandante pediu calma ao jovem e reforçou a confiança no talento do atacante: que jogue sem ansiedade. O recado é claro: expectativa alta, histórico favorável, mas caminho para a final passa por sofrer e controlar momentos decisivos.