O Barcelona não desistiu de Julián Álvarez e partiu para uma nova ofensiva. Segundo o jornal Marca, o diretor esportivo Deco viajou a Madri para se reunir com Fernando Hidalgo, empresário do atacante, e traçar a estratégia da possível operação. A movimentação põe nova pressão sobre um cenário que o Atlético trata como sensível: o clube resistirá à venda de uma peça-chave para um rival direto.
A primeira proposta do Barça apontada pela imprensa foi de 100 milhões de euros, com pagamento parcelado. A cifra coloca a negociação em outro patamar financeiro, mas não garante avanço se faltar vontade política entre os dirigentes do Atlético. O Barcelona busca pontuar alternativas para tornar a oferta aceitável, sem ainda ter formalizado um novo contato direto com os responsáveis do clube madrilenho.
Internamente, a diretoria catalã considera importante que o jogador participe do processo: uma declaração pública ou um posicionamento diante da reapresentação ao Atlético no próximo dia 10 pode aumentar a pressão por uma solução. Hansi Flick entende Álvarez como o perfil desejado para ocupar a vaga de centroavante após a saída de Robert Lewandowski, o que explica a persistência do Barça no mercado.
No plano prático, trata‑se de uma negociação complexa: envolver um titular do Atlético em negociações com o Barcelona tem custo esportivo e institucional. Se o Atlético mantiver a postura firme, o negócio tende a emperrar; se houver alguma abertura, o cenário permitirá ao Barça avaliar a elevação do valor e o desenho de pagamento. As próximas semanas, com a reapresentação do jogador e eventuais gestos públicos ou privados, deverão definir se a investida vira proposta concreta ou mais um episódio de tensão entre rivais.