A demissão de Luis Zubeldía foi consumada na manhã seguinte a uma longa reunião da cúpula do futebol e anunciada pelo Fluminense antes do treino: a nota oficial saiu às 7h27, enquanto jogadores se deslocavam ao CT. A comunicação interna chegou por mensagem, sem causar surpresa dada a sequência ruim do time.

O treinador saiu após oito jogos sem vitória, com resultados que incluíram a eliminação da Copa do Brasil para o Vasco e empates críticos no Campeonato Brasileiro. A pressão externa — marcada por vaias repetidas nos jogos no Rio — pesou tanto quanto o diagnóstico interno de que o trabalho estagnou nas últimas semanas.

A decisão não foi unânime. No encontro da direção estiveram o presidente Mattheus Montenegro, o vice-geral Ricardo Tenório, o diretor-geral Mário Bittencourt e o diretor de futebol Paulo Angioni. Pesou o argumento de que uma troca poderia, ainda que temporariamente, trazer paz à relação com a torcida antes dos duelos decisivos na Libertadores.

A saída deixa um rastro político para a diretoria: a troca buscou reduzir desgaste imediato, mas expôs divergências internas e o custo de uma intervenção à beira de mata-matas continentais. Críticas pontuais — inclusive sobre aproveitamento da base — ganharam voz pública e transformam a movimentação em teste para a capacidade da diretoria de equilibrar resultado e estabilidade.