A derrota por 2 a 1 para o Fluminense, no Maracanã, serviu de diagnóstico cru para a chegada de Dorival Júnior ao São Paulo. Com apresentação prevista para segunda-feira, o técnico encontrou no desempenho comandado interinamente por Milton Cruz uma lista de problemas imediatos a resolver: posicionamento da defesa, opções limitadas no elenco e falta de criatividade no ataque.

O setor defensivo foi o ponto mais crítico. Dória, que joga naturalmente como canhoto, foi escalado pelo lado direito da zaga e cometeu um erro de passe que terminou no segundo gol do Fluminense. Antes, foi pelo lado de Dória e Lucas Ramon que Canobbio encontrou espaço para abrir o placar. A sequência de falhas expõe a necessidade de ajustes de posicionamento ou troca de peças — opção complicada pela ausência de Alan Franco e Rafael Tolói, lesionados, e pelo afastamento de Arboleda por indisciplina.

No ataque, as improvisações também ficaram claras. Milton Cruz escalou Wendell, lateral de origem, como ponta, solução que não surtiu efeito e só houve pressão sobre o goleiro Fábio no fim, após mudanças. A equipe entrou em campo com ao menos seis desfalques; entre eles, quatro habituais titulares (Alan Franco, Marcos Antônio, Luciano e Calleri). Para o próximo compromisso do Brasileirão, contra o Botafogo no Morumbi, o time ainda vai perder Enzo Díaz, Bobadilla e André Silva por suspensão.

O resultado e as circunstâncias colocam Dorival diante de escolhas urgentes com impacto imediato: recompor a linha defensiva sem os zagueiros de perfil ideal, repensar soluções pelas pontas e lidar com um elenco prejudicado por lesões, suspensão e disciplina. Mais do que uma estreia, a partida acendeu um sinal de alerta sobre a necessidade de soluções rápidas para evitar que os problemas se transformem em tendência.