A França carimbou o passaporte para a semifinal da Copa do Mundo 2026 ao derrotar Marrocos por 2 a 0, resultado que coloca Didier Deschamps entre os técnicos mais vitoriosos do torneio. Com esta campanha, Deschamps chega à terceira meia-final em Mundiais — um feito que o iguala a Luiz Felipe Scolari e ao alemão Helmut Schön.

Após o jogo, o treinador destacou a importância do elenco e da rotina de trabalho. 'Meu crédito vai para eles', afirmou, reconhecendo a qualidade dos jogadores como fator decisivo, sem esconder, porém, que seu método e a equipe técnica também pesam. O tom conciliador tenta traduzir autoridade sem arrogância, diante da pressão natural de comandar uma seleção com ambição de título.

A partida teve um ponto de atenção: Kylian Mbappé precisou sair mais cedo por um desconforto. Deschamps explicou que o atacante 'sentiu um pouco de dor' e preferiu preservar o jogador, uma decisão que evitou maiores riscos no curto prazo, mas que mantém a dúvida sobre o estado físico da principal referência ofensiva francesa para a reta final do torneio.

O balanço histórico é relevante. Além de igualar o número de semifinais de Felipão, Deschamps também alcançou seu 25º jogo em Copas — outro marco que o aproxima de nomes lendários do futebol. Para o Brasil de Scolari e para a Alemanha de Schön, as campanhas tiveram desfechos distintos; no caso de Deschamps, a trajetória combina conquistas como jogador e técnico e agora adiciona mais um capítulo de consistência.

A França espera agora o adversário da semifinal: o vencedor do confronto entre Espanha e Bélgica. Deschamps já sinalizou foco na recuperação do grupo e na preparação específica para o próximo duelo, lembrando que, apesar da vaga entre os quatro melhores, a dificuldade só aumenta na reta decisiva de um Mundial.