Didier Deschamps recebeu, segundo o jornal Marca, uma oferta milionária do Al-Ahli, da Arábia Saudita, pouco depois de deixar o comando da seleção da França. Apesar do interesse do clube saudita, as conversas não evoluíram: o treinador de 57 anos preferiu não acelerar uma decisão profissional e optou por um período de afastamento do trabalho em clubes.
A oferta do Al-Ahli apareceu antes do acerto da equipe saudita com Marino Pusić, e, diante da proposta, Deschamps decidiu priorizar o descanso. Fontes próximas ao técnico indicam que a tendência é que ele analise propostas com calma, depois de 14 anos seguidos no cargo mais cobiçado do futebol francês.
O fim da passagem pela seleção foi marcado por despedidas e manifestações de reconhecimento. Em contato com jornalistas, Deschamps agradeceu e declarou que não tem pressa para escolher o próximo desafio, repetindo a ideia de que se sente em posição de poder escolher seu caminho no futuro próximo.
No balanço da carreira à frente da seleção, Deschamps saiu como um dos técnicos mais vitoriosos do país: conquistou a Copa do Mundo de 2018, a Liga das Nações de 2021 e levou a França às finais do Mundial de 2022 e da Eurocopa de 2016. Esse currículo explica por que clubes com grande poder financeiro o consultam rapidamente após sua saída.
A decisão de adiar um retorno imediato ao banco tem implicações esportivas e de mercado: libera o técnico para avaliar propostas sem pressão e reduz, por ora, a disputa por seu nome entre equipes que buscam reforçar prestígio e resultados com treinadores de alto perfil.