Deyverson voltou a chamar atenção no futebol sul‑americano ao provocar a torcida do Aucas nos acréscimos do clássico em Quito. Após recuperar a bola no ataque e cair numa dividida, o atacante levantou encarando a arquibancada e chegou a rir em direção aos torcedores. A reação irritou os jogadores adversários e deu início a um tumulto em campo; os companheiros da LDU precisaram afastá‑lo e o jogador recebeu cartão amarelo.
A partida terminou 1 a 0 para a LDU, com gol de Quiñónez. O resultado deixa a equipe em quinto lugar, com 38 pontos, enquanto o Aucas permanece em terceiro, com 41. Apesar da vitória, a cena final ofuscou o triunfo e suscitou questionamentos sobre disciplina em jogos de alta tensão, quando qualquer provocação pode acabar desencadeando problemas maiores.
A atitude do atacante representa risco reputacional para Deyverson e também para a LDU: além da punição imediata do árbitro, episódios assim alimentam a cobertura da imprensa local e dão munição aos rivais. Em termos práticos, provocações públicas podem resultar em advertências disciplinares, multas ou suspensão, dependendo do entendimento das autoridades do campeonato.
Para a direção e a comissão técnica da LDU, o desafio é administrar a presença ofensiva de Deyverson sem abrir mão do controle emocional. Em clássicos acirrados, a gestão de comportamento é fator determinante; se não houver correção interna, atitudes provocativas podem custar pontos, desgastar a imagem do clube e criar tensão institucional.